A jornada do escritor e a coragem de escrever

Começar a escrever nunca é fácil. A primeira frase numa folha em branco pode parecer assustadora, cheia de dúvidas e medos: “Será que sou bom o suficiente?” “Por onde começo?” “Alguém vai querer ler minha história?” Mas a verdade é que escrever é um ato de coragem, treino e disciplina. Não se trata de esperar a inspiração perfeita, mas de colocar as palavras no papel, mesmo sem vontade ou clareza, e permitir que sua voz se revele. Cada palavra, cada frase, cada rascunho é um passo na jornada do escritor. O importante não é nascer pronto, mas persistir, explorar e transformar ideias em histórias. Se você sente o medo de começar, lembre-se: a coragem do escritor não está em escrever sem medo, mas em escrever apesar dele.

ARTIGO

Maiza Silva

9/3/20252 min read

A jornada do escritor e a coragem de escrever

Em qualquer situação de nossas vidas, começar algo novo sempre exige coragem. Você pode ser aspirante ou bestseller, independentemente de estar no começo ou no ápice de sua carreira literária, a primeira frase de uma história colocada numa folha em branco é sempre desafiadora.

Para quem está no início de sua jornada como escritor, o começo é, quase sempre, um território de incertezas, dado o medo de se assumir diante do mundo. Nesse sentido, suposições como “tenho medo de não ser bom o suficiente”, “não sei por onde começar”, ou “quem vai querer ler a minha história?” são indagações que martelam em nossa mente. Acredite: acontece comigo também.

Uma página em branco nos olha como alguém que pede garantias das quais não sabemos se temos: a de que o texto será perfeito; de que haverá leitores, de que não seremos julgados pelos outros.

A grande verdade é que nenhum escritor nasce pronto! Escrever é menos sobre dom e mais sobre treino, disciplina e coragem do que qualquer outra coisa que possamos imaginar.

Ter coragem para começar a escrever rascunhos, que talvez nunca sejam publicados, independentemente de serem considerados bons ou ruins, é um ato necessário para que a nossa voz se revele através de nossos textos. Para isso, não espere até que a inspiração perfeita apareça: a escrita nasce no movimento, portanto escreva mesmo sem vontade, mesmo sem ideias claras, até que as histórias se revelem a você.

No princípio, uma palavra pode parecer pouco, mas ela já é o suficiente para que você resgate na memória a fagulha do que pode se transformar em chama. Um diálogo ouvido na rua ou uma frase interessante também podem ser os primeiros elementos de um texto ou, quem sabe, de um livro inteiro.

Considere, contudo, que a escrita de um livro não se dá apenas numa sentada, mas pela ideia que só precisa existir. O primeiro rascunho não precisa ser brilhante, o brilho vem na reescrita, na lapidação.

Mais do que um exercício técnico, começar a escrever é uma forma de dizer: “Eu existo, eu sinto, minha história importa”. É um ato de bravura de apenas quem tem a coragem de expor sua essência, suas ideias, seus medos, e sonhos, abrindo espaço para que os outros nos reconheçam através das palavras.

Chegar a esse ponto é entender que a coragem de um escritor não está em escrever sem medo, mas em escrever apesar dele.